segunda-feira, 4 de março de 2013

ENTRAMOS NA ERA DA SUSTENTABILIDADE



Na política, nas universidades, empresas, escolas e na mídia a palavra de ordem do momento é “sustentabilidade”. Nas conferências internacionais da ONU, como a Rio +20, ocorrida recentemente no Brasil, os doutos são unanimes e enfáticos em afirmar que, de agora em diante, o mundo necessita se desenvolver de maneira sustentável. É chegada a hora da economia verde, pois o planeta chegou ao seu limite de suporte perante os impactos causados pelo progresso do Homem no último século.

Antes acreditava-se que os recursos naturais eram infinitos e que nunca haveria escassez, tese esta já superada, a partir da percepção de que o Homem não pode viver sem a relação de equilíbrio com a natureza, nem dominá-la. Nesta lógica que, em 1987, a Ex-ministra do Meio Ambiente e Primeira Ministra norueguesa Gro Brundtland criou o termo “sustentabilidade” com a seguinte definição: "Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades".

Tal conceito foi difundido globalmente, mais precisamente, na Conferência Mundial do Meio Ambiente, ocorrida no Brasil em 92 (Eco 92/Rio de Janeiro), ocasião em que também foi lançado o lema “pensar global e agir local”. Deste ponto em diante, houve uma massificação dos valores ecológicos e sustentáveis que hoje, quase duas décadas depois, permeiam todas as esferas sociais e fazem parte do nosso cotidiano. 

No âmbito Global, as principais discussões ambientais atuais se dão em torno da diminuição dos gases poluidores da atmosfera, como o dióxido de carbono (CO2); combate ao desmatamento dos grandes biomas, como a Amazônia; o uso de tecnologias limpas e renováveis (eólica, hidráulica e solar) para geração de energia; proteção dos oceanos; combate a fome e a miséria global, e por aí vai.

Já, a nível local, a principal mudança de paradigma se dá pelo desafio de gerir a cidade de forma sustentável e equilibrada, sendo que a dificuldade de gestão é proporcional, principalmente, ao seu tamanho, à população e ao seu grau de urbanização. Sem dúvida, é muito mais complexo administrar, ou quase impossível, uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes, altamente industrializada, do que uma cidade de 10 mil habitantes, com características rurais e interioranas.

Falando especificamente de São Chico, temos toda a capacidade para sermos uma cidade exemplo em sustentabilidade. Justamente por nos enquadrarmos no conceito de cidade “pequena” e pelas nossas qualidades naturais marinhas/ilhoas, com importantes ecossistemas que ainda se encontram, relativamente, conservados. O Município possui uma boa arrecadação e orçamento, que lhe permite garantir capacidade de investimentos em todos os setores, desde que seja bem investido.

Não vou aqui esmiuçar as questões de políticas locais e propostas de gestão no âmbito socioambiental e do desenvolvimento sustentável, o que ficará para outras oportunidades, pois o objetivo deste texto é apenas apresentar uma introdução da concepção de sustentabilidade. Entramos na Era da Sustentabilidade e daqui para frente devemos refletir e pensar sustentável, ou seja, pensar em como queremos ver a nossa São Chico do futuro.

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