Na política,
nas universidades, empresas, escolas e na mídia a palavra de ordem do momento é
“sustentabilidade”. Nas conferências internacionais da ONU, como a Rio +20,
ocorrida recentemente no Brasil, os doutos são unanimes e enfáticos em afirmar
que, de agora em diante, o mundo necessita se desenvolver de maneira
sustentável. É chegada a hora da economia verde, pois o planeta chegou ao seu
limite de suporte perante os impactos causados pelo progresso do Homem no
último século.
Antes acreditava-se
que os recursos naturais eram infinitos e que nunca haveria escassez, tese esta
já superada, a partir da percepção de que o Homem não pode viver sem a relação
de equilíbrio com a natureza, nem dominá-la. Nesta lógica que, em 1987, a
Ex-ministra do Meio Ambiente e Primeira Ministra norueguesa Gro Brundtland
criou o termo “sustentabilidade” com a seguinte definição: "Desenvolvimento
sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a
habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades".
Tal conceito
foi difundido globalmente, mais precisamente, na Conferência Mundial do Meio
Ambiente, ocorrida no Brasil em 92 (Eco 92/Rio de Janeiro), ocasião em que também
foi lançado o lema “pensar global e agir local”. Deste ponto em diante, houve
uma massificação dos valores ecológicos e sustentáveis que hoje, quase duas
décadas depois, permeiam todas as esferas sociais e fazem parte do nosso
cotidiano.
No âmbito Global,
as principais discussões ambientais atuais se dão em torno da diminuição dos
gases poluidores da atmosfera, como o dióxido de carbono (CO2); combate ao
desmatamento dos grandes biomas, como a Amazônia; o uso de tecnologias limpas e
renováveis (eólica, hidráulica e solar) para geração de energia; proteção dos
oceanos; combate a fome e a miséria global, e por aí vai.
Já, a nível
local, a principal mudança de paradigma se dá pelo desafio de gerir a cidade de
forma sustentável e equilibrada, sendo que a dificuldade de gestão é
proporcional, principalmente, ao seu tamanho, à população e ao seu grau de
urbanização. Sem dúvida, é muito mais complexo administrar, ou quase
impossível, uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes, altamente industrializada,
do que uma cidade de 10 mil habitantes, com características rurais e
interioranas.
Falando
especificamente de São Chico, temos toda a capacidade para sermos uma cidade
exemplo em sustentabilidade. Justamente por nos enquadrarmos no conceito de
cidade “pequena” e pelas nossas qualidades naturais marinhas/ilhoas, com importantes
ecossistemas que ainda se encontram, relativamente, conservados. O Município
possui uma boa arrecadação e orçamento, que lhe permite garantir capacidade de
investimentos em todos os setores, desde que seja bem investido.
Não vou aqui
esmiuçar as questões de políticas locais e propostas de gestão no âmbito socioambiental
e do desenvolvimento sustentável, o que ficará para outras oportunidades, pois
o objetivo deste texto é apenas apresentar uma introdução da concepção de
sustentabilidade. Entramos na Era da Sustentabilidade e daqui para frente devemos refletir e pensar sustentável, ou seja, pensar em como queremos ver a nossa São Chico do futuro.

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