segunda-feira, 6 de maio de 2013

CRÔNICA DO DIA: CIBERCULTURA PAPA-BERBIGÃO



Do cinema ao rádio, do rádio à tevê, da tevê ao personal computer (computador pessoal)... E daí em diante segue, por todos os avanços e parafernálias tecnológicas que no fazem ter certeza de que não podemos mais ignorar a realidade virtual. Esta é a aldeia global profetizada por McLuhan, que encurta tempo e distância, se concretizando através dos impulsos eletromagnéticos, dos códigos binários, energia, som e luz nas interfaces.
Em tempos de paraísos artificiais e cibercultura, não mais de “mil e uma noites”; mas sim das primaveras árabes, a rede impõe sua hegemonia, derrubando outras hegemonias e destituindo poderes e monopólios comerciais. Dispositivos portáteis, cada vez mais minúsculos, e mais maiúsculos no armazenamento de dados, conectados em tempo real, são agora extensões de nosso corpo, alma e mente, num espaço multidimensional que nem Freud é capaz de explicar.
Na era da informação é assim: “quem não se comunica se trumbica”, já dizia Chacrinha, à frente do seu tempo. Nessa onda, o termo “inclusão digital” não pode vir ser mais um jargão utilizado por governos, para falar da democratização do acesso à informação. Agora, é questão de necessidade básica, tal como comer, beber, amar e perpetuar a espécie. A inclusão digital é pré-condição para a economia, justiça social e cidadania.
Na ilha papa-berbigão, começamos a dar os primeiros passos. A iniciativa de liberação do sinal gratuito de rede sem fio Wi-fi, durante a FESTILHA deste ano, foi ponto positivo. A notícia da ampliação do sinal de internet banda larga, que integrará a Cidade à rede nacional da fibra óptica, oportunizando internet de alta velocidade, é outro fator de relevância.
Faltam agora programas e incentivos para que nosso povo venha, realmente, a ter acesso às novas tecnologias, através da universalização da informatização nas escolas, órgãos públicos e no setor empresarial. Talvez até mesmo uma política tecnológica mais ousada, substituindo papel e caneta por tablets ou ultrabooks. Quem sabe a instituição de bibliotecas digitais? Mas o importante mesmo é revolucionar, de tal maneira que a mudança pretendida pela onda digital tenha poder para cativar e motivar as pessoas, através da prazerosa experiência do conhecimento. Aí está o fim e o início de tudo.        

             

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