Do cinema ao rádio,
do rádio à tevê, da tevê ao personal
computer (computador pessoal)... E daí em diante segue, por todos os avanços
e parafernálias tecnológicas que no fazem ter certeza de que não podemos mais
ignorar a realidade virtual. Esta é a aldeia global profetizada por McLuhan,
que encurta tempo e distância, se concretizando através dos impulsos
eletromagnéticos, dos códigos binários, energia, som e luz nas interfaces.
Em tempos de paraísos artificiais e cibercultura, não
mais de “mil e uma noites”; mas sim das primaveras árabes, a rede impõe sua
hegemonia, derrubando outras hegemonias e destituindo poderes e monopólios
comerciais. Dispositivos portáteis, cada vez mais minúsculos, e mais maiúsculos
no armazenamento de dados, conectados em tempo real, são agora extensões de
nosso corpo, alma e mente, num espaço multidimensional que nem Freud é capaz de
explicar.
Na era da
informação é assim: “quem não se comunica se trumbica”, já dizia Chacrinha, à
frente do seu tempo. Nessa onda, o termo “inclusão digital” não pode vir ser
mais um jargão utilizado por governos, para falar da democratização do acesso à
informação. Agora, é questão de necessidade básica, tal como comer, beber, amar
e perpetuar a espécie. A inclusão digital é pré-condição para a economia, justiça
social e cidadania.
Na ilha papa-berbigão, começamos a dar os primeiros passos. A iniciativa de liberação do
sinal gratuito de rede sem fio Wi-fi, durante a FESTILHA deste ano, foi ponto
positivo. A notícia da ampliação do sinal de internet banda larga, que
integrará a Cidade à rede nacional da fibra óptica, oportunizando internet de
alta velocidade, é outro fator de relevância.
Faltam agora
programas e incentivos para que nosso povo venha, realmente, a ter acesso às
novas tecnologias, através da universalização da informatização nas escolas, órgãos
públicos e no setor empresarial. Talvez até mesmo uma política tecnológica mais
ousada, substituindo papel e caneta por tablets ou ultrabooks. Quem sabe a
instituição de bibliotecas digitais? Mas o importante mesmo é revolucionar, de
tal maneira que a mudança pretendida pela onda digital tenha poder para cativar
e motivar as pessoas, através da prazerosa experiência do conhecimento. Aí está
o fim e o início de tudo.
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